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Tuesday, December 05, 2006

Simplesmente fantástico...

Tenho de confessar que a torrente de ideias luminosas que se apoderou de mim há dias evaporou-se tão rápido como chegou. Numa tentativa de não inundar o blog com temas absolutamente grindantes todos na mesma altura, era minha intenção anotá-los num papel e ir escrevendo aos poucos e por muitos dias... para variar, a minha vontade/disponibilidade parece não acompanhar muitas vezes o meu raciocínio! Quase meia dúzia de ideias desperdiçadas porque me lembro que eram boas, mas não me lembro quais eram...
Isto tudo porquê?! Porque, mais uma vez, recorri a uma importação. Desta vez não é um vídeo ("Oooooohhhhhh"), mas sim um texto que achei simplesmente fantástico! =) Em busca de inspiração para um tema grindante resolvi consultar a blogoesfera, eis quando me deparo com o Blog dos meus estimados Gatos Fedorentos e uma dissertação fenomenal acerca daqueles iogurtes novos com coisinhas que nos protegem das doenças e afins... os tais de bifidus activos!
Porque é um tema que eu própria já muitas vezes me questionei, mas nunca consegui transcrever de forma tão clara para o papel (ou computador). Aposto também que isto é algo que vos tem vindo a incomodar e gostavam de ouvir/ler o que a comunidade não científica tem a dizer sobre o assunto. Deliciem-se portanto:

Escrevia então o Miguel Góis - "É com galhardia que assumo que nunca comi um iogurte com bifidus activo. Nem hei-de comer. Não sei porquê, mas não gosto da ideia de haver malta a correr, de um lado para o outro, dentro do meu corpo."

Responde o Ricardo Araújo Pereira - "O problema do bifidus activo, que o Miguel Góis teve a coragem de abordar no post anterior, é apenas mais uma discussão que está por fazer na sociedade portuguesa. Confesso desde já que, na temática dos lacticínios, não sou especialista. Há-os em Portugal, e bons, mesmo sem contar com Nuno Rogeiro, que é especialista em todas as temáticas. Há vasta bibliografia sobre o tema e Eduardo Prado Coelho certamente que a conhece e já resenhou as principais obras. Mas, munido apenas da lógica, deixo aqui um contributo para o debate: a designação “bifidus activo” pressupõe a existência de um bifidus passivo. Esta é que é a questão central, e tem sido escamoteada porque levanta problemas embaraçosos e toca num tema tabu: será que o bifidus activo e o bifidus passivo estão juntos no iogurte? E, se sim, será que fazem coisas lá dentro? Por outro lado, devem eles poder casar e adoptar Danoninhos? (OK, esta última questão já é parva, mas as outras são pertinentes e gostava de as ver esclarecidas.) No fundo, a interrogação que paira sobre a cabeça de todos é esta: o que albergamos nos nossos frigoríficos é uma inocente embalagem de leite coalhado ou um despudorado quarto escuro lácteo para micro-organismos larilas? Fica a dúvida."

Há coisas fantásticas, não há?!

Monday, December 04, 2006

Guerra dos sexos?!

Hihi... mais uma odisseia pelo maravilhoso mundo do audiovisual digital, a.k.a. YouTube e mais um video fantástico! =)

Guerra dos sexos?! Nah, é só impressão...

Como é tarde, tenho sono e amanhã é dia de escola, deixo apenas esta frase para reflectirem e depois comentarem, se vos apetecer: Homens, não podemos viver com eles, não podemos viver sem eles. Obviamente o mesmo se aplica ao contrário. E esta hein?!

Wednesday, November 29, 2006

Vrrrrruuuuuummmm (Honda civic choir)

Indignam-se os leitores... "Ah este blog chama-se what grinds my gears, mas não tem nada a ver com carros!" Pois não, quem pensa assim entendeu tudo errado! =P
Numa odisseia de YouTube (mania que a Ranheta me pegou), lembrei-me de pesquisar os meus anúncios preferidos de todos os tempos, e não é que encontrei?!
Fica aqui um deles, para deleite dos netespectadores (o outro do Honda Accord fica para uma ocasião próxima) que gostam de conduzir reproduzindo os sons do carro (como eu... é algo que me dá muito gozo e as pessoas parecem achar piada, porque quando veêm do lado de fora parece que uma pessoa vai a falar sozinha), ou para aqueles que simplesmente gostam de carros ou ainda (parece um concurso de tv) para aqueles que não gostam nem de uma coisa, nem de outra, mas gostam de coros!

Amigos apliquem a técnica do swich swach que se vão divertir muito! Palavra de Facada!

Tuesday, November 28, 2006

"Anda cá Joli, traz o osso ao dono"

Que melhor título para este post, senão um verso daquela grande música, dos eternos Cebola Mol, de seu nome "Joli - o cão da malta"?!
Hoje trago-vos um tema verdadeiramente delicioso, absurdamente grindante... Imaginem, se me conseguiu grindar a mim (de tanto rir, claro), certamente provocará em vocês semelhantes reacções! Bom, chega de provocar e vamos ao assunto propriamente dito! =P
Estava a vossa bloguista faquir do set de facas de cozinha (ou seja, eu, a Facada) em mais um dia de aulas, quando o cansaço das colegas e da própria formadora as leva a divagar para assuntos que não têm nada a ver com a matéria. Confesso que me perdi um pouco como chegámos aquele tema porque, para variar, estava a fazer os meus desenhitos, esperando que aquilo em algum momento começasse a ficar interessante. E não é que isso aconteceu?! "Fantástico melga! Fantástico Mike..."
Estou, então, descansada da vida, quando oiço a palavra trela, sim trela. Pensei para mim: "Olha, não querem lá ver que elas já estão a divagar?!" Até aqui nada de especial, as trelas são, aliás, das coisas mais vulgares que existem, não fossem as senhoras estar a falar em trelas para crianças!!!
Epah confesso! Confesso que me escangalhei a rir naquele exacto momento. Nunca na vida tinha ouvido falar em tal coisa, trelas para prender crianças... Alguns dos leitores, certamente informados nestas coisas das novas tecnologias, já terão ouvido falar, mas eu acho que isto é grindante e revela muito sobre a nossa actual sociedade.
Quando consegui parar de rir, interroguei-me a mim mesma sobre esta questão e cheguei a conclusões grindantes. Eu, que nem simpatizo particularmente com criancinhas, fico impressionada com o mundo em que vivemos, no qual certos pais precisam de prender a sua criança, tal e qual um animal de estimação, com uma trelinha para o trazer à rua. Sinceramente, não só considero falta de pedagogia por parte de quem usa (se a trela é usada para que as crianças não façam certas coisas, não seria melhor primeiro dizer-lhes, depois se insistirem, ralhar ou mesmo aplicar uma ligeira palmada?! A palmadinha pedagógica nunca matou ninguém), como também um sintoma preocupante em que as pessoas encaram os seus semelhantes, crianças incluídas, sem afecto.
Trela para crianças!!! E diziam-me a mim que andar de tapa-orelhas (para o frio) na rua é ridículo...

P.S. - Só fazer uma ressalva para o facto de não estar a apelar à violência contra os mais fraquinhos. Nada disso! A palmada pedagógica é um recurso extremo (embora, na maioria dos casos, eficaz), mas não deve ser confundida com violência doméstica.

Monday, November 27, 2006

Conversas da treta... ups... de circunstância...

Avisados que estavam os leitores da minha vontade intensa de blogar, não se admirem, portanto, que escreva tão assiduamente agora... há que aproveitar estas torrentes de ideias luminosas, uma hiperactividade cerebral considerável que desperta os meus sentidos para os rídiculos da vida e coisas grindantes que nos rodeia e depois me dão vontade de expor, com imenso carinho, no nosso blog (sim, porque ele é de todos nós)!
Hoje baldei-me às aulas da parte da parte, desde há uns tempos para cá que a minha mãe, pai, irmão, cão, gato, etc. me chateavam para ir ao médico fazer os exames do costume (nada preocupante, mas cá em casa criou-se a mania dos check up anuais). Como a vida anda cara e não dá para estar sempre no consultório particular do médico de família, resolvi marcar consulta através do Centro de Saúde. Ah e tal, esses procedimentos que não interessam a ninguém... chegamos à hora do atendimento propriamente dito. Lá fui eu às 13.30h esperar pela minha vez (que era logo a segunda), sentei-me na cadeira a ler um panfleto sobre doenças (que outra coisa poderia ser?!) quando começam a chegar as pessoas para as consultas seguintes.
Já devem imaginar o que vou escrever a seguir... se há coisa que me grinda é estar quietinha no meu canto e ser metida no meio das conversas sem ter vontade de expressar a minha opinião. Isso ou que tentem ler por cima do meu ombro. Por favor!!! Onde fui buscar este panfleto existem dezenas deles... querem ler?! Arranjem o vosso!
Voltando ao assunto, faço o meu papel de miúda bem educada, cumprimento as pessoas que chegam e assim, mas se não as conheço de lado nenhum, não me interessa saber do que se queixam... deixem lá isso para o médico, que ao menos está a receber para isso!

Para verem o caricato e embaraçante da situação, eis a seguinte conversa na qual fui apanhada:
Senhor: "Boa tarde menina. O doutor já começou a atender?"
Eu: "Sim, está a dar a primeira consulta."
Senhor: "Ah que bom, eu sou o 6, mas a minha filha tirou o 3 e eu vou trocar com ela..."
Eu: (sorriso forçado) "Pois..."
Senhor: "Sabe menina, ela veio para cá às 6h da manhã e eu só vim às 8h e já só apanhei o 6... tenho de falar com o médico para ele me assinar um papel porque a minha mulher está muito mal no hospital."
Eu: (sorriso forçado) "Pois é... pois é... isto é um círculo vicioso, as pessoas vêm cada vez mais cedo."
Senhor: "Ah que desgraça, ela teve 1 AVC e agora está muito mal..."
Senhora que acaba de chegar: "Oh Jesus, isso quando é assim mais vale morrer! Eu sei que é sua mulher e que deve gostar muito dela, mas olhe que ela está só a sofrer e a fazer os outros sofrer. Nosso Senhor não devia deixar isso acontecer, devia levar logo a pessoa... mais vale morrer!" e bla bla bla bla, nesta altura aproveitei para retornar ao panfleto.

Fantástico, aposto que aquilo que uma pessoa doente ou amiga de uma pessoa doente mais gosta de ouvir que é devia ter morrido... Ele há com cada uma, realmente!
Neste caso só me apetece mesmo dizer... Oh meus amigos, ezzzzzz ezzzzzzz....

Saturday, November 25, 2006

Aaaaattttccchhhhiiiimmmmmm...

Facada live!
Netespectadores, hoje exclusivamente para o CRF - What grinds my gears trago-vos um tema verdadeiramente grindante, para não dizer algo pior! Um flagelo que não é de agora, uma coisa daquelas intemporais e eternas, presente em todos os momentos da vida... ao virar da esquina, no autocarro, no supermercado, no café, no restaurante, enfim "eles andem aí" e são cada vez mais...
A minha recente condição de saúde, ou seja profundamente constipada (lol), levou-me a reparar em coisas, que sempre me chatearam, mas agora com mais atenção. Falo daquelas pessoas que espirram ou tossem sem tapar a boca com a mão. A sério, para mim esse acto vil que compromete, de todas as vezes que sucede, a saúde de tantos, está no mesmo nível do mastigar de boca aberta, a coçadela dos din dins (como tão bem explicou a Ranheta num dos primeiros posts deste iluminado e superior blog -> cfr. 7/10/2006) ou até mesmo as calinadas constantes na nossa bonita língua materna!!!
Se há coisa que me consegue pôr os cabelos arrepiados de tantos nervos, quase o mesmo impulso que me leva a querer estrangular as pessoas que mastigam sonoramente de boca bem aberta, é mesmo aqueles que espirram ou tossem livremente (por vezes sonoramente também) e não impedem que os seus micróbios imundos invadam o ar e sejam respirados pelas outras pessoas nas imediações. Quem me diz a mim que esta valente constipação, que me tem incomodado desde a semana passada, não foi causada por algo semelhante?!
Imaginem vocês que estão no café/pastelaria sossegaditos a ler o jornal e a tomar o pequeno-almoço quando alguém na mesa ao lado espirra e se conseguem ver claramente os milhares de "gafanhotos" (em linguagem popular a puxar para o ordinária, eu sei, lamento mas não consigo pensar em melhor termo - se por acaso me lembrar de outra coisa altero o post =P), quem sabe planeando aterrar bem no vosso bolo... É desagradável e podia ser evitado muito facilmente por um simples gesto de senso comum... tapar a boca com a mão, deste modo os micróbios nunca chegam a abandonar o corpo que já lhes é familiar. =P
A sério, vale a pena pensar nisto (pelo menos eu acho...).

P.S. - Sinto-me inspirada para nos próximos dias inundar (gostaram da piada alusiva ao estado do tempo?! hehe, sou mais inteligente do que pareço, às vezes) o blog com novos e chocantes temas que grindarão de certeza os nossos assíduos leitores! É uma torrente de ideias que não pára jamais!

Thursday, November 23, 2006




O dia em que até os porcos vão voar...





Existem vários tipos de pessoas, aquelas porreiras, aquelas chicas-espertas, simpáticas, tontas, etc., na verdade existem n categorias para definir o modo de ser e pensar de cada um de nós. Eu gosto de pensar que pertenço à categoria das pessoas porreiras, um pouco tontinhas, entre outras coisas... no fundo "all around good girl" (qualquer paralelismo com o filme George, o Rei da Selva é pura imaginação =P).
Por esta altura estarão a pensar... "mas o que tem isso a ver com os porcos e com o dia em que vão levantar voo?", a resposta é basicamente nada, mas estava aqui a conferenciar com o meu mano sobre um possível tema para um post (ora aí está algo que me grinda bastante é o facto de a minha imaginação fértil, não andar assim tão fértil) e ele atirou esta ideia dos porcos e algo sobre vacas que não percebi muito bem, como quem diz: "vai mas é chatear o Camões", e eu lembrei-me deste tema fixe e situação verídica que me sucedeu hoje.
Acho que já tinha dito que voltei a estudar. Pois é amigos, o panorama de emprego no nosso país e além fronteiras está mauzito e estar em casa sem nada que fazer é frustante ao quadrado, resultado, fui seleccionada pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) para fazer um curso de seis meses na área de Gestão de Empresas - Inovação empresarial. Lá fui eu, assim como outras 15 raparigas (eramos 20 mas algumas desistiram, e sim, é tudo raparigas), entre aulas e cafézinhos no intervalo lá nos vamos conhecendo e as respectivas áreas de formação.
Ora então, uma colega mais velha, actualmente a frequentar, em simultâneo com o curso, uma pós-graduação na área de Administração e Fiscalidade (ou algo semelhante), sabe que eu venho de Relações Internacionais e interrogou-me se eu lhe arranjava algum material sobre União Europeia. HELLO?! Quanto quilos quer? (publicações, links, apontamentos...pode ser ao quilo, é conforme a vontade do freguês. Economia? Não há problema! Ambiente?! Vai já a sair... enfim, posso dizer que estou bem fornecida). A senhora lá me disse o que pretendia e depois de vasculhar todas as estantes da garagem (local onde carinhosamente guardo as coisas da universidade devidamente agrupadas e catalogadas, ou então não, e estão só por lá na prateleira), a minha biblioteca pessoal (não gozem, é um sonho meu, ter uma biblioteca show mesmo, por equanto contento-me com este início - umas estantes onde guardo com muito amor toda a sabedoria pela qual me interesso), pedir a toda a gente que andou comigo na escola alguns dos seus trabalhos científicos e outros esforços que tais; lá vou eu para o curso orgulhosamente carregada de sabedoria para transmitir às gerações mais adultas. Tiro a caixa do carro (não era um caixote, mas sim uma caixinha, onde agrupei as coisas por tema) e entrego o conhecimento bruto à pessoa em questão. Reacção da senhora: "Ah! Mas só tens isso?! Não tens nenhum trabalho já feito???? Não me apetece estudar isso tudo..."
Já diz a minha mãe: "Deus manda ser bom, mas não manda ser parvo" (não estou a ficar subitamente religiosa, atenção). Comentários para quê?!
Isto realmente há com cada uma! Sim, minha senhora faço-lhe o trabalhinho todo no dia em que os porcos voarem... (eis aqui a ligação entre esta história e o caso dos porcos, para o caso de se estarem a interrogar - "Mas que raio?! Então e os porcos voadores?!").

Tuesday, November 21, 2006


Lições de vida... para mais tarde recordar...

Caros amigos, netespectadores como diz a Ranheta, num momento de profunda inspiração, entre uma taça de chocolate quente e duas tossidelas (esta constipação grinda-me com o sistema... lol), com ideias a circular nesta cabecinha pensadora a 1000km/h eis que me surgiu mais uma ideia genial, porque não elucidar os assíduos leitores acerca de algumas coisas que, e desculpem a vulgaridade da expressão, me atrofiam completamente?!
Mais do que me chatear profundamente acho que as máximas que vou enunciar hoje deviam ser tomadas em conta para que os netespectadores se cultivem e se empenhem em ser ainda melhores pessoas. Vejamos então:

1. Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti!
Fantástico, nesta altura quase consigo ouvir as pessoas lá em casa a dizer: "Óbvio! Toda a gente sabe isso!". Sim, toda a gente sabe isso porque ninguém gosta de sair a perder em nenhuma situação. Esta é uma máxima para a vida e aplica-se a todas as situações, desde as mais quotidianas, até às mais invulgares ou graves. Claro que nem sempre isto é evidente ou fácil e pode acontecer a qualquer um. Por enquanto vamos ficando felizes enquanto estas coisas forem da ordem quotidiana e não se materializarem em grandes problemas.
O único conselho que posso dar nesta ocasião é cautela, pensar antes de agir... (conselho que eu própria às vezes descuido, mas depois arrependo-me... lol).

2. Se não queres ouvir certas respostas, não faças as perguntas!
Quase nem precisava de explicar esta, há coisas tão óbvias, tão óbvias, que se as pessoas não pretendem ouvir, não puxem a conversa nesse sentido.
Aqui acho que devemos jogar com o conceito de vitimização, verdade seja dita, somos todos latinos (povo do fado e da saudade), gostamos de uma boa peixeirada, mas gostamos mais ainda de ter uma boa história para contar, especialmente se nela tivermos o papel de herói ou vítima. E perguntam vocês: "mas o que tem isso a ver com o que disseste antes?!" e perguntam muito bem, as pessoas vão continuar a insistir em ouvir coisas desagradáveis até ao status de vítima, altura em que ficam finalmente satisfeitas.
O conselho?! Como diz um amigo meu, ser directo, frontal e sincero!

3. STOP, pára... escuta e olha!
Se as pessoas sabem que estão a agir mal porque continuar, é como dizer que 2 mais 2 são 5, saber que o resultado está errado e mesmo assim querer continuar a somar números.
Ninguém, por mais que queira, consegue agir sempre em conformidade e na linha do bom senso, mas existe uma grande diferença entre agir consciente ou inconscientemente. As pessoas sabem distinguir a diferença e as consequências são muito diferentes entre uma situação e outra. No fundo podemos comparar esta questão àquelas velhas histórias do: "porque entra o cão na igreja?" ou "porque atravessa a galinha a estrada?", o cerébro humano já evoluiu um longo caminho para saber separar claramente as coisas e agir de forma sábia, informada e, acima de tudo, consciente... não entramos num sítio apenas porque a porta está aberta ou atravessamos a estrada apenas para alcançar o outro lado... Existe um fim último, algo que nos move (somos portanto conscientes, dotados de consciência, capacidade de distinguir entre certo e errado).
Neste caso o conselho reporta-nos à máxima em si: pára, escuta e olha!

Bom, e assim de repente olhei para o relógio e já são mais que horas de ir VDL (Vale dos Lençóis), amanhã será dia de escola e, como gosto de ser produtiva (lol), preciso de repousar esta cabecinha pensadora o mais que conseguir. Sim, a verdade é que a vossa Facada é uma dorminhoca... quem lhe tira a sua caminha e a sua almofadinha... tira-lhe tudo! =P
Sendo assim, podia continuar, mas não vou fazê-lo porque é tarde (depende da perspectiva, eu sei), creio que algumas ideias já ficaram assentes, outro dia, talvez, retome a listagem... é um caso a considerar!
Só acrescentar que parto muito aborrecida porque tinha uns Homers muito engraçados para colorir o post, com expressões diferentes para cada caso e o blogger não me deixa fazer o upload (bah)! Ficam só com o primeiro e não digam que vão daqui sem nada...

Boa noite e bons sonhos!

Sunday, November 19, 2006

Aqueles que nunca nos grindam!!! =)

Pois é, Facada alone de novo...
Ah, isto sim, foi um rico fim-de-semana, como este há poucos! Muita risada, danças sincronizadas, copos (de frize e café), actualização de conversa, leite creme e muitas outras parvoíces que nos fazem mesmo pensar que a vida só vale a pena ser vivida com as pessoas de quem gostamos perto de nós.
Então, se no outro dia escrevi um post sobre aquelas amizades que se apagam, hoje e em consequência das diversas coisas que aconteceram estes últimos dias, aproveito para escrever um pouco sobre aquelas que esmorecem mas jamais desaparecem ou aquelas sempre vivas que nem uma chama bem alimentada (esta imagem até aquece, no dia frio como hoje).
Vejamos portanto, uma amizade sempre viva e que jamais se apaga é aquela de CRF-O3VA e respectivo círculo de amigos. São dias como estes, que se passaram (de sexta a domingo), que recordam o verdadeiro valor da amizade e nos confirmam que há pessoas que, mais do que amigos, são uma autêntica segunda família. Quis o destino que nos conhecessemos em circunstâncias algo precárias (a passagem pela universidade, uma coisa tão efémera como quatro anos), no entanto quis também este mesmo destino que estes meros quatro anos tivessem sido repletos de momentos de cumplicidade e fortalecimento de relações que, nem a distância ou o tempo de separação (que já era muito, acreditem) conseguissem apagar. =) Este fim-de-semana veio provar, mais uma vez, que CRF estão aí sempre a dar cartas, e embora tenha sido mais RF (muita falta nos fizeste Cocó) as teorias continuam a ser muitas e sempre iluminadas (isso acima de tudo), pelo que, parece que vamos continuar aí grindar muito, antes de se verem livres de nós!
Ora, como disse, estes últimos três dias, não foram só espectaculares, pelas saídas e passeios, mas também, porque foram dias de reencontros. Reencontros espectaculares entre pessoas que, embora morem quase lado a lado, tivessem deixado de se ver e falar há muitos anos (as circunstâncias da vida às vezes pregam-nos estas partidas)... ah, eu pessoalmente adoro reencontros! Aqui a vossa Facada, acaba de chegar de um jantar absolutamente fantástico com um amigo que não via há séculos, e fantástico no sentido de ter sido perfeitamente normal, o mais normal que podia ser entre pessoas que não falavam há anos e que, no entanto, parecia que não se viam apenas desde o dia anterior! =) São dias como o de hoje que provam aquilo que a Ranheta dizia num comentário a um post meu (numa altura complicada da vida, confesso) e como diz um grande amigo meu também, que gosta muito de parafrasear Fernando Pessoa: "vale sempre a pena quando a alma não é pequena"! Apesar das adversidades da vida há aqueles amigos que merecem todo o nosso esforço para tentar reanimar a relação, porque não foi ao acaso que crescemos juntos, que de todas as pessoas com quem podiamos ter esbarrado no nosso percurso, fomos escolher precisamente aquelas, para partilhar conosco momentos únicos e dar tema de conversa quando passamos demasiado tempo separados ("ah, e lembras-te daquela vez..." etc.) =P
Hoje foi um dia muito especial, sem dúvida! Tenho a certeza que melhores ainda virão e mal posso esperar por eles! =)

P.S. - Algo me diz que acabei de introduzir uma nova fase no ciclo da amizade que tinha enunciado no outro dia: a ressureição...

Saturday, November 18, 2006

Rivaldo Sai Desse Lago

Hello ... Ranheta e Facada em directo de Caldas City e após algumas horas em conjunto chegamos a mais conclusões grindantes... a mania dos brasileiros de traduzir TUDO... Até Bollywood já é alvo da fúria sul americana... vejam bem como os lábios dos jovens coincidem com a letra... no fim mesmo só falta... edição Ediberto Lima... :P

Bem, e como os disparates abundam em Facada City, neste momento, as duas loucas já têm a coreografia treinada e sincronizada, e a ser apresentada publicamente na pista de dança... (nesta altura o irmão da Facada considera-nos totalmente loucas!!!... a sorte é haver leite creme!!! :P)

Assim sendo, convidamos todos os nossos assíduos netespectadores a treinar a dita coreografia e a mandar videos caseiros... a serem depois publicados neste espaço de elevado interesse cultural (ou então naum!)

Thursday, November 16, 2006

True friendship...

Em primeiro lugar quero pedir desculpa pela ausência de textos meus. Para quem não sabe, aqui a Facada retomou a sua vida de estudante profissional e com um horário das 9h às 18h resta pouco tempo para outras actividades, nomeadamente o blog. Hoje acabei o meu segundo módulo do curso e tive um exame, resultado, pude sair mais cedo e aproveitar mais o tempinho livre, já que está a chover e não me apetece sair para longe, para além do facto de não me encontrar tão cansada que só me apetece sopas e descanso... (ai, ai... a bela vida de estudante profissional... lol).
Confesso que este post estava a ser preparado há já algum tempo, mas sendo um tema tão controverso, polémico e possivelmente susceptível de eu ser criticada, estava a escrevê-lo com todo o cuidado. Hoje, finalmente deu tempo de sobra para retomar isto e aqui vos deixo a minha dissertação! ;)

É um facto conhecido da ciência: o calor dilata os corpos. Toda a gente sabe isso, toda a gente aprendeu isso na escola...O tema que escolhi desta vez é algo polémico, grinda comigo e, não sendo uma verdade absoluta com as leis da ciência ou as regras da matémica, já aconteceu com todos nós, acontece ainda e certamente se voltará a repetir. Se o calor dilata os corpos, o que faz o tempo e a distância aos amigos?!
Dizem-nos que a verdadeira amizade dura para sempre, que os amigos verdadeiros são aqueles que estão conosco nos tempos bons, mas principalmente nas alturas mais conturbadas, confortam-nos e dão-nos apoio... e não importa a distância ou o tempo em que estamos separados, quem gosta de nós, gosta sempre. A minha experiência diz-me, no entanto, que a realidade é bem diferente daquilo em que gostamos de acreditar... sim, porque não é que não acreditemos, mas dizem-nos assim tantas vezes que acabamos por interiorizar esse facto e já nem questionamos, embora, lá no fundo, por vezes, um certo descontentamento, vindo não sei de onde, nos venha provar que nem tudo é o que parece.
Na verdade a amizade é um ciclo (não se espantem com os termos, mas isto de voltar a estudar tem as suas implicações... ando numa de ciclos agora), tem um princípio, meio e fim... sendo que as circunstância que levam a essas fases podem variar. Vejamos, o princípio... O princípio pode ser na escola, no bar, no restaurante, na fila das finanças ou dos correios ou mesmo num choque de carro (sim, falo por experiência própria... lol), uma cara conhecida que, com o passar do tempo, se vai tornando em algo mais, um/a confidente, companheiro/a de riso e choro, etc. O meio é a convivência e os momentos em conjunto e em comum, quando a tal cara conhecida se transforma em algo mais. A questão essencial para este post é, e como seria de esperar, o fim do ciclo, quais as razões que levam ao fim de uma amizade?!
Podem ser muitas, a morte, por exemplo (e não vale a pena começarem já com cenas -man-, é mesmo assim, a morte é sempre o fim de algo), depois e aquilo que me leva a escrever este texto é exactamente para trazer uma luz sobre estas questões... o desgaste das relações, a perda de intimidade e de características comuns, o tempo e a distância, entre outras, certamente.É um facto conhecido que aqui a Facada estudou uns tempinhos fora (e o Cocó também, sendo que a Ranheta funcionava como interface dos dois "mundos"... um big thank you very nice para ela que nos ajudou muito a superar certas e determinadas situações! lol), aquilo que não é um facto conhecido de todos (à excepção claro de Cocó e Ranheta... que sabem tudinho sobre tudo, não é ao acaso que possuem mentes iluminadas) é que estas experiências podem mudar a nossa perspectiva das coisas profundamente... no meu caso mudaram, e se em muitos aspectos foi para melhor (especialmente em termos linguísticos e culinários), em alguns outros foi para pior, neste caso, é uma questão de perspectiva, na minha opinião de "mais vale tarde que nunca", nunca é tarde demais para reflectir sobre as coisas que sempre considerámos certas na nossa vida... os amigos.
Os amigos não duram para sempre, a amizade não dura para sempre; ela deve ser cultivada e renovada, mas nem sempre isso é possível, nem sempre as pessoas nos permitem fazer isso. E quando deixamos de nos sentir confortáveis com os nossos amigos de sempre?!
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser (etc.)”, as pessoas mudam e aquilo que há dez anos atrás era giro, agora deixou de ser, e os sonhos que tinhamos e que não se concretizaram mudaram-nos, transformaram-nos nos adultos que somos agora... a mudança toca a todos... a verdadeira amizade também se esgota...

P.S. – Só para salvaguardar um aspecto, a relação CRF-O3VA que, vai ser daquelas coisas “até que a morte nos separe”. Tenho a certeza! =)

Saturday, November 11, 2006

Pura maldade...

O tema escolhido para hoje é a estupidez natural de certas pessoas. Aquelas pessoas tão broncas, tão broncas que até metem nervos de tão idiotas que conseguem ser!!! Grrrr... detesto broncos, acho que deviam ser uma raça em extinção, em vez disso parece que estão em proliferação no nosso país, crescendo e multiplicando-se tal e qual erva daninha que, quanto mais se arranca, volta sempre maior e com mais força, neste caso prolifera com "bronquice" elevada ao quadrado ou ao cubo.
Todos sabem que há alguns dias aqui a Facada foi abalroada por um jovem que não reparou num stop e pimba... fez-se um monte de chapa amolgada! Ora, sem querer entrar pelas complicações que os seguros e as oficinas fazem para reparar o carro (e acreditem que são imensas...), ao fim de muitas burocracias idiotas, pareces de pseudo-peritos e engenheiros, etc. o carro lá foi para a oficina para ser reparado e entretanto aqui a Facada desloca-se num outro banheirão alugado pela companhia de seguros até o outro estar pronto.
Até aqui nenhuma surpresa... eis quando... sexta-feira à noite, depois de ir tomar café até à praia (ver o mar e tal), estacionar e tirar a antena (que é de enroscar... não vá alguém lembrar-se de a roubar), tranco o carro e vou para casa descansada dormir. A visão do dia seguinte foi como se me tivessem batido com a maior violência (uma paulada nos queixos - versão Cebola Mol): num acto de pura maldade um bronco ou bronca qualquer resolver sacar da chavinha de casa ou do carro ou de algum lado e vendo ali um carrinho novinho em folha, ainda por cima alugado, não tem mais nada e zás... "risquinho" ao comprido!!!

Agora eu pergunto-me, broncos e broncas deste país, qual é o gozo?! A sério, qual é?!
Talvez a minha reacção ao aproximar-me do carro e ver aquele espectáculo?! Ou se calhar as minhas futuras tentativas frustadas de disfarçar o vil acto antes de sexta-feira (altura em que devo devolver o carro impecável)... talvez até o meu embaraço na dita sexta a explicar à senhora da agência de aluguer que provavelmente aquele risco já estava no carro e ninguém reparou?! Pois, não sei... algum gozo há-de ter senão estas coisas não aconteciam...
Se descubro quem me adora assim, quando passar pelo carro do ou da dita cuja, vou empunhar também uma chave!
Bolas, é muito azar para uma pessoa só... já não bastava ter o bebé "abandonado" na oficina, trocado por outro (que também não é tão giro ou bom, como parece), ainda tinha de me acontecer mais esta... lol Sorte que aqui a Facada anda de bom humor e de certeza absoluta que durante o próximos dias vai encontrar uma solução fantástica! "Oh, sou tão pobrezinha..." (não, não ando a ver a Floribella, mas segundo parece a minha pronúncia é algo semelhante à da senhora quando digo esta expressão... que chatice).

Monday, November 06, 2006

O original e verdadeiro...

Tchan... tchan... tchan.... tchan...
Yup! É isso mesmo! Dia 6 de Novembro... dia da grande comemoração! =D
Quem diria que um mês depois da grande ideia ser concretizada, o blog contaria já com umas boas centenas de visitas, quase meia centena de textos (tem sido escrever e pesquisar videos até não poder mais... hehe), comentadores habituais, sondagens, etc...
Sim, é verdade, um mês depois CRF-O3VA continuam a esclarecer e a iluminar tantas mentes pelo país fora e além-mar... algo que nos agrada imenso e algo que esperamos continuar a fazer até isto nos grindar completamente (e ficarmos fritos)!!! =P
Neste dia de festa (palmas), com direito a tremoço e amendoins ("tramosso" e "minuins", versão azeiteira)... e porque não?! Passadeira vermelha, jet 9 e meio, imprensa e tudo aquilo que faz valer a pena uma boa festa (lol), apresento-vos a nossa inspiração, a ideia base escondida por detrás deste grande blog --> "What really grinds my gears" by Peter Griffin em Family Guy - The movie! =)
Portanto, assistam ao video, e descobrem como tudo se passou! ;)
Só me resta mesmo iniciar a canção, esperando que os leitores em casa possam cantarolar em conjunto conosco... 1, 2, 3... parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades... lalala

"You know what really grinds my gears?! PEOPLE IN THE 19TH CENTURY!!! Why don't they get with the freaking programe?! It's called an automobile fulks, it's much faster than a horse!!! Oh, it appears I've been fired..."

You know what REALLY grinds our gears?!

P.S. - Desculpem lá as falhas e alguns cortes a meio, mas foi a compilação mais difícil de encontrar na net que alguma vez pesquisei...

Saturday, November 04, 2006

Gato Fedorento - Rap dos Matarruanos

Ora pois, muito bem... em honra à minha querida Ranheta, que inaugurou o nosso blog musical, aqui fica um rapzinho rural muito fixe para todos curtirem! =)
Tem-se questionado muito, ultimamente os gostos musicais algo alternativos da minha pessoa, e se a verdade é que procurei Cebola Mol, à última da hora decidi antes prosseguir a onda musical numa linha mais soft a puxar para o cómica (na minha opinião, muito cómica). Assim, amiguinhos fiquem com um rap rural/agrícola de um dos meus programas favoritos que sempre dá um bom desbloqueador de conversa quando se fica sem assunto: "Ah, viste aquele episódio do Gato Fedorento do rally em canoa?!" (por exemplo...). Estes moços podem ser muito tontos, mas jamais grindam com as minhas gears, e isso é verdade... não é só publicidade! =P

Thursday, November 02, 2006

Insónias... (versão Facada)

E quando o problema não é necessariamente a falta de sono, mas o "medo" de estar sozinha com os próprios pensamentos?! Ah... pensar... pensar... Mas pensar em quê? Na vida, no quotidiano, nas situações que nos acontecem, nas pessoas...
E, pensar, ultimamente tornou-se algo problemático, uma espécie de bola de neve, enrolada, gigante e crecente com o passar dos dias, das horas, dos minutos dos segundos... aqueles pensamentos que mesmo na hora de dormir e com o João Pestana ali ao lado voltam para nos assombrar a mente e adiar o fechar dos olhos por mais uns momentos...
Portanto, se a Ranheta tem insónias, não consegue dormir e daí advém uma torrente de ideias de como foram as coisas ou como deviam ter sido, o meu caso é diferente, não é uma questão de insónias (até porque voltei a deixar de beber tanto café), mas o que, eventualmente as provoca...
A antecipação do sono, o vazio escuro do quarto, o tic tac do relógio... mais uma volta na cama, talvez virada para este lado consiga dormir, é tudo uma questão de posição... não... aquela maldita recordação daquele dia... escondo a cabeça debaixo da almofada... aquela conversa da semana passada... ok... chega! Saio da cama, aqueço uma caneca de Ciobar (chocolate para pôr no leite que trouxe de Itália comigo, para aqueles momentos mais lonely), talvez um pouco de televisão me faça esquecer o ultimamente... volto para cama, comigo volta aquela frase que devia ter dito naquela situação, adormeço e acordo feliz, pensando que entretanto já é de manhã e as distrações do dia-a-dia vão voltar... oh não, só passaram 10 minutos, mas porque não recebo respostas das minhas candidaturas?! Os pensamentos voltam e com eles as insónias...
Ai realmente a vida às vezes grinda conosco e, se durante o dia, sempre se consegue esconder aquela ansiedade, frustação, aquela tristeza ou saudade num sorriso, numa piada de ocasião... a noite volta sempre (e cada vez mais cedo) e com ela a cama vazia, que nestas alturas mais parece um aparelho de tortura medieval, fica ali imóvel, só à espera de mim e dos pensamentos que me percorrem a mente, afastando o sono e a vontade de dormir...
Apesar de tudo, o derradeiro pensamento é sempre o mesmo, melhores dias virão... (quanto mais depressa, melhor!)
Festividades emprestadas!!!

Em primeiro lugar para quem não acreditou que eu fosse voltar a usar este estilo de letrinhas coloridas, só tenho a dizer haha! =P
Em segundo lugar e não menos importante, o tema que escolhi para hoje. Sendo que já não escrevia no blog há bastante, função que a nossa Ranheta adoptou e muito bem, com uns videos ou links muito interessantes... sim estou a falar nos videos dos Comme Restus (quando olho para o link ainda me dá vontade de rir...), pois é, a verdade é que a inspiração ultimamente "varreu-se-me" para outras áreas e não sabia sobre o que escrever... eis quando... na terça-feira, na esplanada do bar do costume sou iluminada por uma ideia, a meu ver fantástica. Que melhor tema e que outra coisa me consegue deixar tão grindada senão esta história das festividades importadas?!
Exactamente! Estou a falar do dia das Bruxas! Mas também podia estar a falar no dia dos Namorados por exemplo... ou qualquer outro dia retirado do seu contexto normal para ser celebrado à boa moda do estrangeiro porque isso é muito mais interessante. "Santo António para quê?! Vamos mas é celebrar o São Valentim!"
A modo de vos provar que o dia das Bruxas não passa de uma festividade importada, andei a fazer uma pequena pesquisa e eis o que descobri:

  • O Halloween, nome original na língua inglesa, é um evento de cariz tradicional, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem, as celebrações pagãs dos antigos povos celtas.

Hum... um evento de cariz tradicional dos países anglo-saxónicos... sem dúvida muito interessante! Quando, um dia, alguém descobrir o que tem a ver com a cultura portuguesa, por favor expliquem-me, estou ansiosa por saber...

Entretanto vou continuar a ficar surpreendida quando chegar à esplanada lá do bar (não é da esquina, mas podia ser) e vejo abóboras decoradas e iluminadas, caras pintadas de preto ou a imitar sangue, bruxinhas penduradas no toldo, criançinhas mascaradas a pedir doces à noite, festas de máscaras, etc, etc, etc... Não há de faltar muito, estaremos todos a celebrar o dia de Acção de Graças vestidinhos de colonos...

Thursday, October 26, 2006

A arte de GRINDAR...

É verdade amigos, com quase um mês de blog e o resultado aí está: 170 e qualquer coisita visitas... =) Só posso congratular-nos pelo nosso fantástico "sucesso"!
Vejamos num mês, criámos um blog de elevado valor cultural, como dizia o Cocó no seu post inaugural (e que post, meus amigos... tantas Cátias Vanessas estão, por esse país fora a grindar com o seu nome, digo eu), a nossa Ranheta, com a sua mente superior e inquiridora descobriu como se fazem uploads de videos, sondagens e tantas outras coisas e eu limito-me a escrever (o que já me dá um gozo considerável).
Precisamente no dia 4 de Outubro, véspera de feriado, vinha a vossa Facada no bus a caminho de Lisboa, para visitar os queridos amigos e rever a escola, quando de repente, tal e qual a revelação do Anjo Gabriel a Maomé, é atingida por um raio de iluminação! CRF-O3VA vão criar um blog e ai de quem me diga que é má ideia, assim que propus a ideia à Ranheta ela, num acto de pura satisfação, levou os braços ao céu e disse: "É isso! Não mexas mais", não, estou a brincar, foi algo assim: "Boa ideia, vamos a isso! Mal posso esperar para começar a grindar!". Posteriormente informámos o Cocó (quase intimámos, mas a técnica é um mero pormenor) e eis que, quase um mês depois, o blog cresce a passos largos, lançando quase todos os dias temas conturbados para discussão que, certamente já mudaram a vida de muita gente. Pois é amigos, CRF esclarecem!
Bom, quase um mês depois, venho propor aos meus estimados amigos Ranheta e Cocó, e aos leitores interessados, um super post para o dia 6 de Novembro, altura pela qual comemoramos o nosso primeiro "mesário"! O forúm foi aberto, enviem-nos as vossas sugestões e ideias e nós prometemos pensar nisso... depois na data propriamente dita XARAN, podem ter uma surpresa! =D
Para os esquecidos o nosso mail é: crf.whatgrindsmygears@gmail.com
P.S. - Vocês não fazem a mais pequena ideia de como me diverti a pôr as letrinhas coloridas para o título... =) Sinceramente, estou a considerar adoptar esta técnica para posts futuros.
P.P.S. - Um apelo em nome da minha amiga Ranheta, votem no inquérito pah!
Descobri aqui um post mais antigo a propósito das gorgetas em que só eu tinha votado e depois um acrescento de uma moça (Ranheta) à beira de um ataque de grindação por ninguém ter ligado nenhuma à votação! Por isso a sério, votem, é giro, não custa nada e fazem duas miúdas felizes! ;)
P.P.P.S. - Este último não é para acrescentar nada relevante, mas ouvi dizer que isto dos P.S.'s grinda o Cocó e como eu gosto muito de grindar com ele... dedico-lhe este!

Tuesday, October 24, 2006

"Ah e tal, porque eu estava ali e vi tudo..."

História verídica:
Estava eu muito bem em casa (muito bem não é propriamente o caso, porque, na verdade, estava muito mal em casa... furibunda com a vida e com todos os azares que me têm acontecido ultimamente), de repente fez-se luz, decidi pegar nas chaves do carro do papá e ir para Cortém (para quem não conhece Cortém é uma terrinha pequenina a cerca de 10 km das Caldas, essa bela localidade!), nada como cavalgar à chuva para aliviar a mente do stress e das chatices quotidianas que nos atormentam quando estamos em casa sem nada melhor para fazer. Lá vai a Facada, no belo do carrinho do seu papá, a ouvir a sua música (ou seja SOAD, o belo do cd gravado pela própria com uma selecção de músicas preferidas), eventualmente um pequeno lalala acompanhando a música e claro o tradicional fascínio pelo avanço da tecnologia e essa coisa maravilhosa que são os pára brisas (é verdade, não usei a típica expressão: "pois, aquelas coisinhas que andam de um lado para outro e que servem para limpar a água dos vidros")... adiante... ao passar o cruzamento de sempre deparo-me com um jovem que, decidindo ignorar o sinal de stop, deve ter pensado: "olha que cena fixe! Vou ali chocar contra aquela gaja do mercedes a ver quanto é que aquilo se amolga!". A resposta meus amigos?! Muito pouco... já ele e a sua dama não podem falar muito, que não ganharam para o susto...
A Facada sai do carro, observa os estragos e constatando que a parte da frente do seu carro em vez de preta está vermelha (com a tinta do carro do jovem), com a matrícula quase pendurada, o pisca estraçalhado e o pára-choques a ameaçar cair a qualquer momento; obviamente decide: "boa, o dia já estava a correr bem... agora vou lixar este idiota por não saber o que raio é um stop!!!". Cidade pequena, aparece o meu primo que me empresta o seu telemóvel, porque eu estava sem bateria, ainda por cima, liguei ao meu pai para vir dar uma vista de olhos (sim, porque eu sei trocar um pneu - e muito bem, já agora - mas de resto pareço uma burra a olhar para um palácio). Para mal dos meus pecados, que já estava praticamente a postos para a violência e os insultos, o jovem, branco com a cal (pormenor interessante que achei que devia acrescentar), foi impecável, pediu imediatamente desculpas e trouxe logo os papéis do seguro...
Bom, lá tirámos as viaturas do meio da estrada e numa pinta do caraças, com o colete vestido (aquilo é show, não basta já a vergonha de bater com o carro e o magote de gente que ali se junta, ainda temos de vestir aquela fardamenta, o que só faz com que mais pessoas reparem no sucedido e acorram ao local) lá fomos conversar... nisto e, como é tão português e bonito de se ver, começam a aparecer os mirones. As seguintes observações são reais:
"Epah... eu estava ali à esquina e vi tudo! Olha que coisa fantástica!"
"Bolas que isso foi um estrondo daqueles, eu estava ali à janela e vi tudo!"
"Caramba, eu estava ali e vi como tudo aconteceu! Estes mercedes foram feitos para aguentar muita porcaria (estou a alterar um pouco, o senhor não disse porcaria), veja lá a menina que eu um dia destes vi um acidente entre um carro destes e um camião e... bla bla bla... (a certa altura perdi o interesse, se alguma vez houve algum)."
"Cum catano, então não é que o moço não viu o sinal e veio bater na pobre menina! Vi tudo, estava ali a atravessar a passadeira e vi tudo..." (sim, foi mesmo assim, sou uma pobre menina... que não tem sorte nenhuma... lol)
"Ah menina, eu estava ali e vi tudinho, se quiser chama-se a Guarda e eu sirvo de testemunha!"

Notaram um certo padrão?!
Toda a gente viu tudo, desde os senhores que vinham na passadeira, ao senhor que estava na loja, àquele que vinha do Centro de Saúde, passando pelo que vinha atrás de mim (que deve ter ficado grato por não ser nada com ele, mas mesmo assim teve se ir dar o seu palpite), à senhora que estava a conversar com a vizinha na varanda, etc... E isto foi por um bocadinho de chapa, conversações amigáveis e siga viagem... imaginem se tivesse sido algo bem pior. A verdade é que o bom português não só gosta de uma boa polémica, como adora poder intervir, dando o seu palpite (como se alguém estivesse interessado em algo mais senão despachar-se antes que começasse a chover e de preferência sem grande alarido).
Nunca me vou esquecer do comentário absolutamente fantástisco e que resume bem esta situação, que ouvi na televisão, de um portuga iluminado, aquando a queda da ponte de Entre os Rios, dizia o senhor ao jornalista: "Ah sabe, isto foi muito bom aqui para o negócio... não calha a ponte não ter caído e não se vendia nada. Assim as pessoas vêm espreitar e sempre compram uma bifana ou uma cervejita!"
Pois é...

Monday, October 23, 2006

Estados de espírito...

Navegando pela blogoesfera fui dar, sem saber bem como, ao blog de uma querida amiga... que está tão longe, mas sempre tão perto (estás cá e tu sabes!), lendo os vários posts, deparei-me com um que mexeu particularmente contigo. Continha uma pequena parte de uma letra de uma canção (bem portuguesa) de António Variações e que eu vos exponho já de seguida, como aperitivo deste post.

It goes something like this...

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Nao consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou

(eliminei algumas repetições para o post não ficar tão comprido...)

E como se a letra da canção não dissesse já tudo, passo a explicar. É uma sensação pequena, muito pequenina... grande, gigante... uma permanente insatisfação pelo que a vida nos dá e tira, todos os dias. Porquê?! Porque somos meros peões numa realidade que nos ultrapassa (usando uma caixa de cinco velocidades...), algo maior que nunca vamos compreender e que, umas vezes faz sentido, outras não. Esses dias são "grindosos"...
Se, quando acordas de manhã, não entendes o propósito da existência vai ser um longoooo dia, vai ser uma longaaaa vida... de incertezas, buscas infruteríferas, desgostos e desilusões... afinal, a relva parece sempre mais verde no quintal do vizinho!
Síndrome da amiga bonita...
Dia triste este em que escrevo este post... para além de estar um temporal daqueles (que num dia triste, só nos deixa mais em baixo ainda), os últimos tempos revelaram-me algo, que apesar de já saber há bastante tempo, nunca quis aceitar. E na mesma situação que eu, encontram-se centenas, para não dizer milhares de raparigas.
Ao longo dos anos vamos fazendo amizades, amigos da escola, amigos do bairro, amigos dos fins-de-semana, amigos das férias em algum lugar, amigos da equitação, etc. Obviamente algumas amizades vão-se perdendo com o tempo, outras vão-se transformando e aqueles amigos que um dia foram do coração, passam a ser meros conhecidos... há, no entanto, aqueles amigos, que apesar da passagem dos anos estão sempre conosco, e naquele sábado à noite, em que não há nada melhor para fazer, lá nos juntamos numa esplanada qualquer, aproveitando o facto, de nem um, nem outro ter algo melhor para fazer naquele momento.
Imaginem agora que vocês são pessoas perfeitamente normais, mas a vossa amiga é assim um estrondo... daquelas que faz parar tudo em redor, aquela rapariga que recebe os assobios, aquela a quem pagam as bebidas, aquela a quem chovem números de telefone (póssível exagero meu, mas é só para terem uma ideia melhor)... aquela amiga em que toda a gente repara, que é tão simpática e doce como mel... e que todos os rapazes adoram. Mas não porque ela é apenas bonita, porque é uma pessoa interessante e inteligente... com um sorriso fantástico...
Este é o chamado, complexo da amiga bonita, toda a gente tem uma amiga muito mais bonita (e não vale a pena dizer que é exagero meu... não é...), aquela amiga que quando a levamos a sair dispara todos os radares masculinos, transformando-nos em meros seres invisíveis, ou então olhando para nós como se fossemos um objecto de aproximação... levando-nos a acreditar que até somos especiais e que no final da noite atiram a frase assassina: "não me arranjas o número da tua amiga?!". Amigos, acreditem, isso é a pior coisa que nos podem fazer, já basta sentirmo-nos bastante inferiores quando saimos com gente bonita, não é necessário acentuar esse facto!
Obviamente as pessoas bonitas não têm culpa dessa situação e no fundo, isto só prova uma outra teoria: certas pessoas têm a sorte de nascer bonitas!
Depois de tudo isto só tenho a agradecer à minha Ranheta pelo conceito de green apples, que ainda vai evitando que eu seja uma pessoa mais frustada e depressiva... "um dia algo bom vai acontecer... a paciência é uma virtude..."