Que melhor título para este post, senão um verso daquela grande música, dos eternos Cebola Mol, de seu nome "Joli - o cão da malta"?!
Hoje trago-vos um tema verdadeiramente delicioso, absurdamente grindante... Imaginem, se me conseguiu grindar a mim (de tanto rir, claro), certamente provocará em vocês semelhantes reacções! Bom, chega de provocar e vamos ao assunto propriamente dito! =P
Estava a vossa bloguista faquir do set de facas de cozinha (ou seja, eu, a Facada) em mais um dia de aulas, quando o cansaço das colegas e da própria formadora as leva a divagar para assuntos que não têm nada a ver com a matéria. Confesso que me perdi um pouco como chegámos aquele tema porque, para variar, estava a fazer os meus desenhitos, esperando que aquilo em algum momento começasse a ficar interessante. E não é que isso aconteceu?! "Fantástico melga! Fantástico Mike..."
Estou, então, descansada da vida, quando oiço a palavra trela, sim trela. Pensei para mim: "Olha, não querem lá ver que elas já estão a divagar?!" Até aqui nada de especial, as trelas são, aliás, das coisas mais vulgares que existem, não fossem as senhoras estar a falar em trelas para crianças!!!
Epah confesso! Confesso que me escangalhei a rir naquele exacto momento. Nunca na vida tinha ouvido falar em tal coisa, trelas para prender crianças... Alguns dos leitores, certamente informados nestas coisas das novas tecnologias, já terão ouvido falar, mas eu acho que isto é grindante e revela muito sobre a nossa actual sociedade.
Quando consegui parar de rir, interroguei-me a mim mesma sobre esta questão e cheguei a conclusões grindantes. Eu, que nem simpatizo particularmente com criancinhas, fico impressionada com o mundo em que vivemos, no qual certos pais precisam de prender a sua criança, tal e qual um animal de estimação, com uma trelinha para o trazer à rua. Sinceramente, não só considero falta de pedagogia por parte de quem usa (se a trela é usada para que as crianças não façam certas coisas, não seria melhor primeiro dizer-lhes, depois se insistirem, ralhar ou mesmo aplicar uma ligeira palmada?! A palmadinha pedagógica nunca matou ninguém), como também um sintoma preocupante em que as pessoas encaram os seus semelhantes, crianças incluídas, sem afecto.
Trela para crianças!!! E diziam-me a mim que andar de tapa-orelhas (para o frio) na rua é ridículo...
P.S. - Só fazer uma ressalva para o facto de não estar a apelar à violência contra os mais fraquinhos. Nada disso! A palmada pedagógica é um recurso extremo (embora, na maioria dos casos, eficaz), mas não deve ser confundida com violência doméstica.
